segunda-feira, 3 de outubro de 2016

EU E MEU PAI SOMOS UM (João 10,30)




EU E MEU PAI SOMOS UM (João 10,30)
                          
                               Por Sâr Michael, Grão-Mestre da OM & S

Teodoro de Mopsuéstia dizia que em Jesus Cristo havia duas naturezas (humana e divina) e duas substâncias (hipóstase), no sentido de "essência" ou "pessoa", que co-existiam ao mesmo tempo. Isso era denominado de união hipostática, ou a convivência, em Cristo, de duas naturezas, a humana e a divina.

Na senda iniciática procuramos divinizar o humano e humanizar o divino.

Essas concepções profundas da natureza de Cristo nos levam a meditar sobre o papel e o significado da encarnação humana neste planeta.

Nós, como iniciados e eternos aprendizes buscamos não só inspiração nesses conceitos, mas também, uma regra de conduta que nos permita desenvolver em nós essa mesma união hipostárica.

Como podemos divinizar o humano para obtermos a Humanização do Divino?

Jean Baptiste Willermoz nos ensina sobre isso em sua obra “Tratado das Duas Naturezas Humana e Divina na Pessoa de Jesus Cristo”.

Em função disso, somos remetidos aos “dois” Cristos ou estados de Cristo, o ”Cristo Doloroso” e o “Cristo Glorioso”. Um representa o Jesus encarnado que sofreu as agruras e perseguições em sua vida material, até a crucificação no Cólgota, ocasião na qual, após ser crucificado, proclama, no momento de sua morte física, a célebre frase “Meu Pai, Meu Pai, porque me glorificaste?

Em seguida, vem a morte e a descida á mansão dos mortos por três dias, até a sua ressurreição gloriosa, e a consequente imortalidade.


Cristo Doloroso

Ao ressuscitar, Cristo estava coroado de Gloria e se manifestava com um aspecto luminoso, divino. Neste estado, sua união com o Pai se tornou eterna e indissolúvel.

Na iniciação, buscamos em vida conseguir essa União Hipostática com o Pai, separando o sutil do espesso e o fixo do volátil.

Isso se faz, deliberada e conscientemente, atraindo a luz dos céus ou Fogo Celeste e captando o fogo elementar terrestre, amalgamando em nosso corpo as duas qualidades ígneas.


Cristo Glorioso

Como referência analógica de conexão, utilizamos a figura da Década Saída do Nada para fazer essa conexão.

Papus, em sua obra “Pater Noster Cabalistico” demonstra, como pela Oração que Cristo nos ensinou, essa união pode se processar.



“Pai Nosso que estáis no céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino...
...
Porque Teu é o Reino, o Poder e a Glória, nos ciclos geradores.

Publicamos, nessa obra de Papus, uma prática de meditação ritualística ativa que desenvolve em nós essa União Hipostática, na medida em que atraímos, pela prática, para nosso corpo físico, o poder da Luz Divina do Pai, atraímos o Fogo Elemental do centro da Terra em nosso corpo e os amalgamamos em nosso ser, procurando Divinizar o Humano e Humanizar o Divino.

Os que sentirem o chamado, podem fazer a prática contida no livro, diariamente pois assim conhecerão o que os antigos gregos diziam: Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr,: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.


                                            Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr!!!!